Tracionando Toyota-C-HR-2018-3-1024x683 Toyota C-HR 2018 está longe do Brasil; híbrido é considerado Brasil Crossovers Toyota  utilitário-esportivo híbrido crossover compacto C-HR
Toyota C-HR 2018

Se você criou expectativas com o conceito do Toyota C-HR mostrado no último Salão de São Paulo, temos más notícias. A fabricante japonesa não tem planos de trazer o crossover compacto (já oferecido em mercados como Europa, Estados Unidos e Japão) ao Brasil. Pelo menos foi o que informou o presidente executivo da Toyota, Miguel Fonseca, durante uma entrevista ao portal Automotive Business.

De acordo com o executivo, a Toyota tem interesse em atuar no segmento de utilitários-esportivos compactos no mercado brasileiro. Todavia, a intenção é vender um produto de volume, com produção nacional. “Hoje não é possível fazer o C-HR aqui, precisaríamos fazer investimentos [nas fábricas brasileiras] para isso. E para trazer importado fica muito caro, não é competitivo”, resume Fonseca.

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Toyota C-HR 2018

O novo Toyota C-HR (sigla de “Coupé High Ride”, ou cupê de condução elevada) é construído a partir da moderna plataforma Toyota New Global Architecture (TGNA), a mesma que já equipa o híbrido Prius e será usada também na próxima geração do Corolla. Ou seja, vai demorar para a empresa japonesa produzir essa base no País – provavelmente daqui uns cinco anos, quando chega o novo sedã médio.

Sendo assim, acaba sendo mais rápido, barato e rentável para a Toyota seguir a mesma linha da Renault, por exemplo, que usa praticamente a mesma plataforma de Logan e Sandero para produzir e vender os crossovers Duster e Captur em nosso mercado. A base do Etios, por exemplo, poderia ser usada para montar uma carroceria de utilitário-esportivo, afinal já é nacionalizada e de baixo custo.

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Toyota C-HR 2018

Porém, mesmo com essa alternativa, Fonseca ressalta que a Toyota não planeja lançar o C-HR no Brasil. “O segmento de SUVs representa cerca de 16% do mercado e no momento queremos focar nos outros 84%, temos outras prioridades na estratégia de produto”, pronuncia. “Vamos concentrar nossas vendas nos produtos finais que já temos aqui e depois, numa segunda fase, devemos pensar nisso”.

O executivo lembra que, embora sem um crossover no mercado, a Toyota foi a única montadora a crescer no Brasil em 2016. Houve crescimento de 2,61%, se posicionando como a quinta marca mais vendida; com 180,4 mil exemplares emplacados e 176 mil unidades produzidas em suas duas fábricas no território nacional.

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Por outro lado, o Toyota C-HR híbrido, que já é oferecido na Europa, poderia ser um bom produto para o mercado brasileiro. Caso viesse ao Brasil, o crossover “ecológico” iria pagar imposto de importação de 4%, contra os 35% cobrados de um carro movido a combustão. “Claro que fica bem mais competitivo”, sorri. “É uma possibilidade, mas de fato ainda não temos projeto de importação do modelo”, garante.

Nos Estados Unidos, o C-HR 2018 é oferecido com um motor 2.0 litros de quatro cilindros a gasolina, que desenvolve 146 cavalos de potência, a 6.100 rpm; e 19,2 kgfm de torque, a 3.900 rpm, com câmbio automático do tipo CVT.  O modelo híbrido europeu é dotado do mesmo conjunto mecânico do Prius, um 1.8 VVT-i Atkinson e outro elétrico, capazes de gerar 123 cv.

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