Chery Tiggo 7: 5 motivos para NÃO comprar o SUV chinês
5 motivos para NÃO COMPRAR o novo Chery Tiggo 7 2019

Agora que você já conheceu os 5 motivos para comprar o novo Chery Tiggo 7; vamos te falar outros 5 motivos, mas agora para NÃO adquirir o novo SUV chinês produzido no Brasil.

Ele estreou com a promessa de ser um carro com bom custo-benefício; entregando mais equipamentos e o mesmo porte de um SUV médio, mas com o preço de um Honda HR-V, por exemplo. Confira:

Chery Tiggo 7 2019
Chery Tiggo 7 2019

Deve desvalorizar mais que os rivais

Esse primeiro quesito não é baseado em informações concretas. Porém, levando em consideração que o novo Tiggo 7 é de uma marca sem muita tradição no mercado; deve vender pouco e, além disso, sofre com a má fama deixada pelos carros chineses mais antigos; o novo modelo da Chery sim pode sim desvalorizar mais que a média dos concorrentes.

Segundo pesquisas anteriores, como o Prêmio Maior Valor de Revenda, que estuda a depreciação dos carros no mercado nacional; os chineses foram os que mais desvalorizaram. Em 2015, o Chery Tiggo (ainda da antiga geração) foi o segundo mais depreciado, com desvalorização de 17,5% após um ano.

É fato que esta pesquisa é bastante antiga, com mais de três anos. De lá para cá, muita coisa mudou – sobretudo entre os chineses. Mas o Chery Tiggo 7 deve ficar bem atrás do Jeep Compass (um de seus principais rivais); que foi o carro com Maior Valor de Revenda de 2018, com depreciação de só 7,3% após um ano.

Estamos na torcida para que a CAOA Chery possa fazer um bom trabalho, sobretudo no pós-venda e também na recompra. Afinal, se nem a própria marca valorizar os seus produtos quando seminovos/usados; não vai ser o restante do mercado o responsável por isso.

Chery Tiggo 7 2019
Chery Tiggo 7 2019

Ainda sofre por ser chinês

Vamos supor que você está indo a um shopping pela primeira vez; resolve lanchar e se depara com uma praça de alimentação sem qualquer restaurante que você conheça. É bem provável que numa situação dessas você provavelmente iria preferir pelo restaurante mais lotado. Afinal, se tem bastante gente interessada; alguma coisa de bom ele tem.

Esse “efeito manada” acontece também entre os carros. Isso pode ser visto com os mais vendidos, como o Jeep Compass. Ele vende absurdamente bem. E pode-se dizer que parte do seu sucesso vem justamente pelo fato de ser o líder do segmento.

Por esses fatores e também pelo preconceito dos consumidores brasileiros com os carros chineses; o novo Chery Tiggo 7 pode não ser uma boa compra se você almeja ter um carro desejado pelas pessoas (o que pode facilitar a venda numa futura troca por outro carro).

O fato de ele ser um chinês também pesa bastante. Por mais que ele seja um bom produto, ainda é um Chery. Ainda é um chinês. E vai levar um certo tempo para apagar a má fama desses carros – assim como aconteceu com os japoneses e os coreanos.

Chery Tiggo 7 2019
Chery Tiggo 7 2019

Tem câmbio de dupla embreagem a seco

Você já deve visto algum burburinho a respeito do câmbio automatizado PowerShift de dupla embreagem usado nos carros da Ford; como o Ford EcoSport. Ele é extremamente problemático, tanto é que foi substituído por uma caixa automática convencional no EcoSport reestilizado.

E o problema é que o novo Tiggo 7 usa uma transmissão de seis marchas e dupla embreagem semelhante a dos modelos da Ford. Em ambos os casos, a transmissão é a Getrag 6DCT250; projetada pela alemã Getrag e com dupla embreagem com caixa seca.

Há históricos de problemas de contaminação do fluido da transmissão dos exemplares da Getrac; devido ao desgaste excessivo das embreagens. O Hyundai New Tucson é outro carro com o mesmo câmbio e com alguns históricos de defeitos.

Além disso, a caixa seca é problemática até mesmo em outras marcas, como é o caso do DSG de sete marchas do Volkswagen Golf e do Audi A3 Sedan (que passaram a usar um automático Tiptronic convencional após os diversos defeitos).

Testes do Tiggo 7 apontaram que o câmbio automatizado apresenta funcionamento suave e eficiente. Porém, se você tiver interesse no novo CAOA Chery, vale esperar pelo menos um ano para verificar se tal transmissão não apresentará qualquer problema.

ATUALIZAÇÃO: um dos engenheiros da CAOA Chery entrou em contato com o Tracionando e justificou que o câmbio de dupla embreagem usado no Tiggo 7 está praticamente isento de quaisquer problemas relacionados à caixa seca. Todo o carro foi adaptado para o mercado brasileiro, inclusive a transmissão, com a participação de engenheiros alemães (da Getrag) e chineses.

Chery Tiggo 7 2019
Chery Tiggo 7 2019

Custa o mesmo que um Jeep Compass

O novo Chery Tiggo 7 tem sim uma boa relação custo benefício. Porém, derrapa por custar o mesmo que o Jeep Compass. Isso falando do Tiggo 7 TXS, o mais caro da gama; contra o Jeep Compass Sport 2.0 Flex, que se posiciona como a versão de entrada do líder.

Nesse caso, o Chery Tiggo 7 TXS tem preço de R$ 116.990. Já o Jeep Compass Sport 2.0 tem preço inicial de R$ 113.990 (ou R$ 3 mil a menos que o rival chinês).

O Compass fica devendo uma série de equipamentos. Oferece apenas itens como airbags frontais; controles de estabilidade e tração; assistente de partida em rampas; ar-condicionado automático dual zone; câmera de ré; faróis e lanternas em LED; rodas aro 17; monitoramento da pressão dos pneus; painel de instrumentos com tela TFT de 3,5 polegadas; central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay; start/stop; piloto automático, entre outros.

No caso do Tiggo 7, há itens extras como airbags laterais e de cortina; bancos em couro; teto solar panorâmico elétrico; câmeras com visão 360º; banco do motorista com ajustes elétricos; chave presencial; partida do motor por botão; central multimídia com tela de nove polegadas (contra a de 7 do rival), entre outros.

O Jeep Compass tem motor 2.0 flex aspirado, com até 166 cv e 20,5 kgfm. Já o Chery Tiggo 7 usa um 1.5 turbo flex de até 150 cv e 21,4 kgfm.

Chery Tiggo 7 2019
Chery Tiggo 7 2019

Tem 150 cv para 1.500 kg

O motor 1.5 turbo flex do Chery Tiggo 7 é moderno e eficiente. Usa turbocompressor; bloco e cabeçote em alumínio; duplo comando de válvulas variável e coletor de admissão variável. Entrega até 150 cv e 21,4 kgfm. Porém, acaba sendo apenas suficiente para um SUV que pesa exatos 1.500 kg em sua versão mais cara.

Ou seja, ele entrega uma relação de peso/potência de 10 kg/cv. Sendo assim, seu desempenho acaba não sendo um dos mais empolgantes. Está dentro da média, mesmo contando com um motor turbo.

Segundo dados da CAOA Chery, ele vai de 0 a 100 km/h em 11,5 segundos e atinge velocidade máxima de 180 km/h. Para efeito de comparação, a Jeep diz que o Compass Flex cumpre a mesma prova em 10,6 segundos e alcança máxima de 192 km/h.

Outro rival é o Kia Sportage, que por a partir de R$ 109.990 oferece um 2.0 flex de 167 cv e 20,6 kgfm. Nesse caso, atinge os 100 km/h em 11 segundos e máxima de 175 km/h.

Já o consumo é de 9,7 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada com gasolina e 6,6 e 7,6 km/l, respectivamente, com etanol.

Acompanhe o Tracionando também no Facebook, no Twitter e no Instagram!

Chery Tiggo 7: 5 motivos para NÃO comprar o SUV chinês

Chery Tiggo 7: 5 motivos para NÃO comprar o SUV chinês
5 (100%) 1 vote