Tracionando Renault-Duster-2017-7-1024x683 'Agregar ESP a um carro custa R$ 190', diz Latin NCAP Segurança  tecnologia sistema segurança recurso Latin NCAP ESP custos controle de estabilidade
Renault Duster 2017 é um dos carros que não dispõem de ESP nem como opcional

Até pouco tempo atrás, a segurança não era uma das principais pautas de diversas montadoras. Antes da obrigatoriedade dos airbags frontais e freios ABS de série, muitos automóveis não ofereciam tais equipamentos nem como opcionais. Todavia, a situação mudou e diversos carros já vão além, com direito a airbags laterais e de cortina; assistente de partida em rampas; controle eletrônico de estabilidade (ESP), entre outros, em determinados modelos. Por outro lado, mesmo com esses itens em outros mercados, uma série de carros não contam com tais equipamentos no Brasil.

O Renault Duster, por exemplo, é equipado de série apenas com airbags frontais e freios ABS com EBD. Já o irmão mais refinado Captur, que usufrui da mesma plataforma e uma série de outros componentes, conta com airbags laterais para motorista e passageiro; ESP e até mesmo assistente de partida em rampas, que segura o carro por alguns segundos. Outro exemplo é o Chevrolet Tracker, que conta com airbags frontais, laterais e de cortina; luzes de condução diurna em LED e alerta de ponto cego, mas fica devendo o controle de estabilidade e também o controle de tração.

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Chevrolet Tracker 2017

No entanto, de acordo com o Latin NCAP, órgão responsável por avaliar a segurança dos carros à venda na América Latina e no Caribe; o ESP é um sistema bastante barato para ser oferecido em um automóvel. Adicionar o controle eletrônico de estabilidade tem um custo adicional de apenas US$ 60; o que equivale a algo em torno de R$ 190 numa conversão direta. Ou seja, um valor irrisório para carros que custam, no mínimo, R$ 40 mil no mercado brasileiro.

“Enquanto os governos não exigem o ESP, estamos fazendo um jogo com os fabricantes; dando-lhes um terreno fértil para continuar ganhando um monte de dinheiro vendendo o ESP a preços exorbitantes em combinação com outros itens opcionais que não acrescentam à segurança dos veículos”, disse o diretor técnico do Global NCAP e Latin NCAP, Alejandro Furas, em entrevista ao portal Argentina Autoblog.

O ESP será obrigatório no Brasil a partir de 2022. Todavia, antes disso, em 2020, todos os carros lançados no mercado nacional (sejam eles modelos inéditos ou que passarem por reestilizações com homologação feita após a publicação da resolução pelo Contran) deverão contar com o equipamento como item de série.

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‘Agregar ESP a um carro custa R$ 190’, diz Latin NCAP